2008 - Pantanal alagado em fevereiro….

2 de Fevereiro de 2008 @ 20:22 por Rene Delmotte

Acabo de receber um e-mail com algumas fotos dos meus amigos pantaneiros, mostrando como o Pantanal está alagado…quase não se chega na fazenda !
Nos lugares mais fundos o trator tem que puxar os carros que vão com as portas abertas para a agua entrar e portanto não flutuar…..é mole ?
Estamos esperando as aguas abaixar e os jacarés e piranhas voltarem para suas lagoas……rs…………rs……….para então visitarmos novamente este paraiso.
Vejam as fotos:

Pantanal Alagado - Pantanal Alagado

Toyota - Pantanal Alagado

Trator - Pantanal Alagado

Arco Iris - Pantanal Alagado

Rumo - Pantanal Alagado

2008 - EXPEDIÇÃO PANTANAL

27 de Janeiro de 2008 @ 10:52 por Rene Delmotte

Uma nova aventura está tomando forma…

Lugares inexplorados já são poucos, o asfalto está chegando em todo canto…

Por essa razão estamos planejando algo diferente para 2008!
Estamos em busca de uma aventura de verdade, uma rota desconhecida, que não consta em mapa algum.
Uma verdadeira navegação por GPS, travessia de dois rios profundos infestados de piranhas e jacarés.
Desafios estes que terão de ser enfrentados e vencidos pelo espírito de equipe, de união do grupo.
Acampamentos, fogueiras, animais, pássaros, e aquele inesquecível pôr do sol do Pantanal…

Enquanto esperamos as águas do Pantanal baixarem, estaremos preparando a logística, levantando custos, e formando nosso time!

Caso desejem participar, entre em contato conosco o mais breve possível, pois uma Expedição como esta precisa ter um mínimo de participantes para que seja realizada, pois como vocês sabem, uma Expedição é um trabalho de equipe!

Preparem os 4x4 para o segundo semestre, porque “o bicho vai pegar”!!

Entre em contato conosco!

Pantanal 2008 - anúncio

2007 - EXPEDIÇÃO OIAPOQUE - Comentários

20 de Setembro de 2007 @ 20:57 por Rene Delmotte

EXPEDIÇÃO OIAPOQUE
por René Delmotte

A seguir, alguns comentários dos participantes que retratam um pouco do que vimos e vivenciamos nestes dezesseis dias de grande aventura.

Percorremos mais de seis mil quilômetros da saída de São Paulo até despacharem os veículos em Macapá…

Comentários do Pedrinho:
Sete de setembro, dia da Independência noite da tempestade em Santarém.
Cheguei 01:30hs à recepção do Hotel Tropical Santarém…
O recepcionista esboçando um leve sorriso diz:
- Seu quarto é o 212, no final do corredor do 2º andar.

- Ótimo – pensei.

Dia comprido, viagem longa, três escalas até Santarém, avião chacoalhando por causa dos fortes ventos, ansioso por uma noite de descanso…

Abro a porta e vejo o que parecia ser mais um alojamento militar do que um suposto Hotel da Rede Tropical. Cinco caras dormindo, um ao lado do outro em camas de solteiro, e pra mim, um pequeno colchão, que por falta de espaço, estava enfiado pela metade embaixo de um criado-mudo e gentilmente deixado a poucos centímetros da cama onde dormia um trator D-8 com motor ligado a plena carga e sem escapamento…

- Não é James?

No dia seguinte, curiosamente, me perguntaram:

- Dormiu bem?

- Não preciso dizer a resposta.

Toninho - Toninho

Comentários do Toninho:
Lembro-me do João sendo entrevistado e filmado pelo James, quando de repente fizemos “a dança do siri” atrás dele sem ele ver. Muito engraçado!

Da cara do René quando viu sua placa da Guiana Francesa afundar no Rio…

De após comentar com o João, de que a quantidade de cipós que havia na floresta, era imensa, e que o filme do Tarzan foi filmado nesta região, o João não teve dúvida, se agarrou em um cipó e saiu voando…

E bem, outra coisa que me causou um grande espanto, foi o ronco do James na Selva.

- Pensei que era uma Onça!!!!!!!!!!

João Amaro - João Amaro

Comentários do João Amaro:
Expedições como esta, se revestem de curiosidades e de mensagens de boa esperança entre os povos que visitamos.
Despertam paixões e invejas por onde passamos como todos nós pudemos presenciar.

Por isto, acho que fomos e somos privilegiados em poder realizar o que milhares de pessoas também gostariam de fazer.

Quanta desigualdade pudemos observar na nossa pequena Oiapoque, sentinela avançada do nosso país situada no hemisfério norte, o mais rico do globo terrestre.

Nunca poderia imaginar que assistiria a uma exposição tão degradante da nossa juventude na nossa pequenina Oiapoque. Jamais poderia imaginar que o portão de entrada do Brasil, estivesse tão abandonado pelos nossos governantes, expondo nossos irmãos brasileiros a viverem ali sem a menor expectativa de se viver dias melhores. Nossos jovens sem rumo determinado buscam a sobrevivência a qualquer preço num regime selvagem de competição por migalhas e nossas jovens adolescentes vendem seu corpo em plena praça pública.

E o pior, é que parece que isto tudo já está incorporado ao dia-a-dia dos seus habitantes.

É verdade que o homem se acostuma com tudo! Até com a fome e a miséria.

A viagem valeu também como uma fonte de conhecimento, de reforço da amizade do grupo, mas principalmente da constatação de que nossa nação tem uma enorme e impagável dívida social com os brasileiros. Penso que este quadro somente se reverterá, se os nossos governantes tiverem a consciência de que, é somente através da educação dos nossos jovens, que poderemos frear estas desigualdades“.

Por outro lado, como esquecer:
Da gororoba que o Gibotti nos preparava com sua incrível cozinha?
Das palavras de carinho do Naspeti?
Das panes das Land Rover?
Da conversa mole do Pedrinho?
Da preocupação do Toninho com suas cervejas?
Da humildade do JJota?
Da suavidade do sono do James?
Do filtro de óleo da Hi-Lux do René?
Da aranha dos dois Fernandos?
Da tranqüilidade do Domingo e seu filhote Bruno?

Comentários do Fernandinho:
“Bom amigos, digo a todos que tive a oportunidade de viver intensamente todos os dias desta viagem, pois além de ficar o dia todo ligado em tudo o que estava acontecendo, no final do dia revivia tudo novamente para escrever o diário.
Mas sempre acontecem fatos que tem uma peculiaridade, os que mais me marcaram obviamente o momento em que o carro nos deixou fotografando a aranha e seguiu viagem sozinho, mas também houveram mais dois:

O segundo episódio ocorreu no trevo de entrada a cidade de Rondonópolis, vínhamos o René, Eu (ainda sozinho no carro) e o JJ, a estrada estava muito boa e vínhamos em alta velocidade, quando diminuímos para contornar a rotatória, escutei um barulho na suspensão traseira, passei um rádio avisando que iria encostar para verificar e o JJ que vinha atrás me disse por rádio que as duas rodas traseiras do meu carro estavam soltas, quando paramos confesso que senti muito medo minhas mãos ficaram geladas e deu um nó na garganta, pensei muito em todo o grupo em minha esposa e da família, pois poderia ter acontecido um belo estrago.

O Terceiro fato ocorreu no hotel em Alter do Chão, todos se reuniram em um lindo deck de madeira onde foi servido o jantar, o James trouxe o Laptop para eu escrever o diário, abri o computador e estava conversando com o João, que estava do meu lado, quando fixei o olhar no monitor e comecei a digitar,… alguma coisa grande e gosmenta caio no meio do teclado como se alguém tivesse jogado.

Como o recinto não tinha muita claridade e eu estava olhando o monitor, demorei alguns segundos para identificar que era um sapo, logo que identifiquei o sapo sumiu e pulou no rosto do João, eu fiquei com cara de paisagem e o João não entendeu nada, isso foi a segunda coisa que mais me marcou…

Quero deixar registrado, os meus agradecimentos primeiramente a Deus, por me dar o privilégio de participar dessa Expedição com esse grupo de pessoas maravilhosas. E em segundo lugar ao grupo de Expedições BUANA por mais esse convite.

Ao final sempre temos um aprendizado e o que tenho a dizer é que sempre devemos agradecer por tudo o que temos, mesmo se acharmos pouco.

René Delmotte - René

Comentários do René:
Esta Expedição ao Oiapoque vai ficar registrado para sempre em minha memória…Principalmente pelo incidente hilário…da aranha e do carro fujão.

Não vou esquecer jamais as molecagens do João que soltava bombas e morteiros treme terra de vareta “pra comemorar” e saia correndo…

E tampouco esquecerei o apetite por pimenta ‘braba’ do Naspeti, João e Domingos. Impressionante, todas eram fraquinhas e colocadas de colherada.

Quero agradecer ao Criador, que me permitiu ver o que poucos viram ou verão deste mundão, e agradecer aos meus amigos e companheiros, pois sem eles eu não teria colocado um pé em cada hemisfério.

Comentários do Bruno:
Eu não tinha idéia do que iria vivenciar, essa Expedição foi única!
Andar entre ramais, ver paisagens maravilhosas dirigir na Transamazônica debaixo de chuva tropical, e saber que isso não se faz duas vezes, pois a paisagem não será igual, nem se eu voltar hoje para lá.
Tudo isso me deixou fascinado…

Valdemir Gibotti - Gibotti

Comentários do Gibotti:
É muito triste ver a situação desse nosso país, em razão dos desmandos de uma classe política bandida que se instalou no poder a longas datas.
Gostei muito da receptividade e alegria do povo humilde por onde passávamos.
Em minha opinião, o ponto alto da nossa viagem foi no trecho saindo de Monte Alegre, onde nos embrenhamos na floresta amazônica e depois de um dia todo rodando com algumas dificuldades e lindas paisagens, chegamos às margens do rio Paru, onde para nossa alegria, estava a balsa nos aguardando.
Ao voltarmos com ela, vi o longo percurso que ela percorreu para nos buscar na selva no meio do nada.
Fico imaginando quantas pessoas gostariam de ter a oportunidade de fazer o que fizemos e que sorte tivemos em poder conhecer lugares tão remotos.

James Lynch - James Lynch

Comentários do James:

Fiquei muito empolgado quando o René mencionou a idéia de procurarmos uma base aérea americana da segunda guerra mundial no meio da Amazônia como sendo o assunto em torno do qual montaríamos nossa próxima expedição.

O João que surgiu com a idéia, disse que tinha ouvido falar que antes de partirem os americanos tinham enterrado seus aviões…
Enterrado seus aviões? É isso mesmo? Por quê? Para que tanto trabalho?
Enterrar um bombardeiro da segunda guerra com aquelas asas imensas e com a cauda da altura de alguns andares de prédio exige um buraco grande e profundo – e um trabalho danado!
Se o avião ainda voasse não seria lógico levá-lo de volta para os Estados Unidos?
Se o avião não tinha mais condições de voar, porque não largá-lo ali mesmo e deixar que a selva se encarregasse dele?
Pronto. O mistério já estava firmemente plantado na minha cabeça; era só viajar uns 6000 km de 4x4 pelo Brasil Central e a Amazônia para chegar lá e descobrir!

Comentários do Ricardo:
Fiquei feliz de ter conhecido e participado de uma Expedição brilhante como esta, apesar de ter que voltar no meio dela, por motivos de saúde…
Passei momentos interessantes de rir muito, principalmente ao lado do Naspet, primeiro quando de repente “deu-lhe os faniquitos” e resolveu passar pelo João e Toninho em uma subida cheia de erosões em alta velocidade, que até o amortecedor de sua Land se partiuuuuu.

Num segundo momento, voltando a pé da cachoeira de Curuá, me deparei com o James e o René, e segundo o René, eu estava com o radiador furado e a ventoinha ligada naquela subida, mas não foi a toooooa, pois tinha achado um ótimo ponto para você tirar fotos e filmar a cachoeira, você se lembra????

Depois aconteceu a mesma coisa, o René achou que estava com um tanque de guerra e passou todos numa velocidade maravilhoooooooosa, mas aí aconteceu de noooooovo, o carro quebrou, não foi o amortecedor, mas sim o freioooooooo.

Ver uma pepita foi interessante, mas no fundo é um outro Brasil, estradas de terra, escolas abandonadas, povo largado, abandonado. Vimos desmatamentos irregulares, por não termos uma política de 1º mundo, basta prestigiar o remanejo florestal, mas para que????

Obrigado por terem me acolhido e ainda vou aceitar um charuto seu James…
Isso tudo aconteceu na serra do cachimbo.

Comentários do JJ:
Como descrever algo a quem não esteve lá, de um modo que possa entender, a grandeza adormecida de um gigantismo que a própria vista não consegue mensurar. Só maior pelo povo que nela está, carinhoso, disponível, prazeroso de se conversar, poderia falar das incríveis imagens gravadas para sempre na memória e neste livro, da grande aventura que para mim se traduz no dia-a-dia inesperado da Expedição e suas incertezas, completar ou não os objetivos em face das inúmeras dificuldades, estes alcançados com incríveis companheiros que mesmo com grande diversidade de conhecimentos e temperamentos, se tornam coesos em torno de uma camaradagem e amizade que deixam saudades e lágrimas nos olhos ao final.

Obrigado aos amigos e companheiros, que me proporcionaram mais uma experiência única e insubstituível em minha vida.

Comentários do Naspeti:
“Ao fazer uma viagem de longo percurso, procura-se obedecer a um cronograma à risca, visto que todos os participantes não gozam de extensos períodos de ausência de suas atividades.
Dentro do que foi proposto, considero que pudemos conhecer resumidamente os lugares por onde passamos, proporcionando experiências ímpares e inesquecíveis, como por exemplo:
- Contemplar árvores de altura inimaginável a um paulistano, mostrando a exuberância de nossa flora;
- Dormir em acampamento sob o céu “absolutamente recheado” de estrelas, com direito à sinfonia proveniente da mata;
- Viajar de balsa à noite deitado na rede, com a brisa cortando nossas faces no meio da escuridão de um rio;
- Encontrar uma fábrica desativada no coração da selva, e imaginar o esforço e coragem destes homens em sua época;
- Comer ½ laranja no hemisfério sul e ½ laranja no hemisfério norte, no mesmo minuto.
Infelizmente não há espaço para descrever todas minhas impressões, gravadas em minha memória.
Concluindo, que fique registrada nesta obra, que comprovei “in loco” grande parte daquilo que os jornais periodicamente denunciam: o governo trata a população daquela região com absoluto descaso. Recordes de arrecadação são batidos, divulga-se que o Brasil é a 6ª. economia mundial, etc, etc, e você encontra esgoto a céu aberto nas cidades, hospitais em péssimas condições de higiene, o governo distribuindo “esmolas” e incinerando a esperança e ambição dos jovens, promovendo a apologia da vadiagem e aculturamento, entre outras violações à dignidade humana.
Seria muito bom se ao menos 1/3 da classe média da região Sudeste pudesse fazer uma viagem assim, pois certamente visitaria as urnas de forma consciente e responsável, e exigiria a correta destinação dos impostos que se recolhe.”

Fernando José de Oliveira - Fernando

Comentários do Fernando:
Prometeu escrever o ano passado… continuamos esperando !

Domingos Guerriero - Domingos

Comentários do Domingo:
Quietinho como sempre, não se manifestou.

2007 - EXPEDIÇÃO OIAPOQUE - Dia 16

16 de Setembro de 2007 @ 20:56 por Rene Delmotte

René Delmotte - René
EXPEDIÇÃO OIAPOQUE
por René Delmotte

Dia 16
Domingo, 16/09/07
Sitio do Portella /AP – São Paulo/SP

Manhã tranqüila de domingo. Passeio de barco, preparação do almoço, carros parados por mais de 12 horas (raro nesta Expedição), travessia para a Ilha de Marajó abortada pela inexistência de balsa Macapá - Marajó, grupo cansado - é chegada à hora de retornar para São Paulo.

Contratamos um ‘caminhão cegonheiro’ para transportar os seis carros de Macapá para São Paulo e tivemos aquela habitual preocupação ao deixarem seus queridos carros em mãos de terceiros.

Um grupo formado por mim, James, João e Toninho saiu do sítio do Portella pouco antes do almoço com o objetivo de verificar as alternativas de vôos para São Paulo.

O restante do grupo, Gibotti, Domingos, Naspeti, Bruninho, Fernando, Fernandinho, JJ e Pedrinho permaneceram no sítio e aproveitaram para fazer um passeio de barco pelo lago e igarapés próximos.

Após o almoço, cujo cardápio incluía buchada de bode, que sem exageros - é só para cabra macho - partimos em direção ao aeroporto de Macapá, passando antes pelo centro de artesanato e a Fortaleza de São José, magnífico forte construído no século XVIII.

Airport - Airport

Cockpit - Cockpit

TAM - TAM

JJR - JJR

João, James, René (corredor)

Toninho - Toninho

Comandante Toninho

Rene  no cockpit - Rene no cockpit

Passageiro René

O primeiro grupo partiu via TAM às 14:00 h e o segundo partiu no vôo das 01:30 h e seis horas mais tarde estávamos de volta à São Paulo numa atmosfera cinzenta e de tráfego intenso,… mas felizes, por termos participado de mais esta aventura. Estamos novamente à postos para voltarmos à velha rotina de trabalho, mas já nos perguntando:

- Para onde será a próxima expedição?

Os nossos carros chegaram com pequenas avarias, uma semana depois…
E assim, aconteceu mais uma grande aventura organizada pela Expedições BUANA.

Tivemos o privilégio de poucos ao conhecer uma selva primária, que nossos netos com certeza não mais verão, na velocidade desenfreada em que avançam os desmatamentos e as queimadas.

2007 - EXPEDIÇÃO OIAPOQUE - Dia 15

15 de Setembro de 2007 @ 20:55 por Rene Delmotte

René Delmotte - René
EXPEDIÇÃO OIAPOQUE
por René Delmotte

Dia 15
Sábado, 15/09/07
Calçoene/AP – Sitio do Portella/AP

À noite fomos jantar num simples e pequeno restaurante em Calçoene onde, através da moça que nos atendia soubemos que havia um Parque Arqueológico do Solstício bem próximo, que estava sendo pesquisado pela Universidade Federal de Macapá.

Perfeito, já tínhamos destino para o dia seguinte, visitar este local. Foram recebidos por um senhor, que trabalhava como zelador desta área, e que lhes contou histórias ou estórias sobre aquelas pedras dispostas em formação circular que não eram da região. Parecia um antigo observatório indígena com 30 metros de diâmetro e pedras de granito com até 4 metros de altura. Semelhante ao encontrado na Guiana Francesa que tem 2.000 anos de idade. O Círculo de Calçoene foi apelidado de “Stonehenge do Amapá” e já era conhecido da comunidade científica desde 1950.

Círculo de Calçoene - Amapá

Pedra furada - Pedra furada

Stonehinge - Stonehinge

Nas escavações feitas pelos pesquisadores da UFM foram encontrados muitos fragmentos de cerâmica e outros objetos que foram levados para analise. Sem dificuldade achamos diversos fragmentos de cerâmica e chegamos à conclusão de que se tratava de uma aldeia indígena devido à proximidade do rio e sua posição elevada. Infelizmente pelo desconhecimento das pessoas que ali estiveram ou moram, estas formações foram parcialmente destruídas.

Já que estávamos a menos de 10 km do mar, resolveram conhecer Goiabal, pequeno vilarejo costeiro onde se criam búfalos.

Bufalo - Bufalo

Após uma caranguejada de aperitivo, seguimos viagem ate o sítio do Portella na entrada de Macapá, onde um churrasco rolou a beira da represa e onde pernoitamos em redes e camas.

Foi difícil dormir, devido aos mosquitos a música alta dos outros convidados até pra lá de meia noite e aos ecoantes roncos do James. ..

- Portella, muito obrigado pela enorme hospitalidade!

Macapá, a capital do Amapá, fica situada a 345 Km de Belém do Pará, acessível somente por balsa, não existe ponte. E as balsas levam 36 horas neste percurso.

2007 - EXPEDIÇÃO OIAPOQUE - Dia 14

14 de Setembro de 2007 @ 20:54 por Rene Delmotte

René Delmotte - René
EXPEDIÇÃO OIAPOQUE
por René Delmotte

Dia 14
Sexta-feira, 14/09/07
Oiapoque/AP – Calçoene/AP

Oiapoque, uma porta de entrada esquecida de nosso país…Nenhuma rua calçada, esgoto correndo a céu aberto, constante mau cheiro e um calor insuportável…

Certamente não é um bom cartão de visitas para aqueles que vêm da Guiana Francesa para conhecer o Brasil, mas que não deixa de refletir a triste e dura realidade da pobreza de nosso país.

Depois de uma entrevista para a TV local logo na chegada, e um banho para tirar a poeira, fomos comer uma pizza. Certamente você que está lendo este relato vai se perguntar: o que leva um grupo de São Paulo, terra da pizza, ir a uma pizzaria no Oiapoque? Se você souber a resposta nos avise…

Aproveitamos a parte da manhã para conhecer um pouco da Guiana Francesa.

Atravessamos o rio Oiapoque num pequeno barco que nos levou a San George do Oyapoc, já no território francês. Lugar também pobre, mas notoriamente mais asseado, bem cuidado e com ruas pavimentadas…

Guiana Francesa - Guiana Francesa

Neste passeio, eu, que sou colecionador de placas de veículos, tive a sorte de conseguir numa pequena oficina, três placas da Guiana Francesa, que obviamente ocultei ao passar em frente à aduana francesa…

Já no barco em movimento, dei uma ao meu caro amigo Gibotti e decidi lavar a minha nas águas do rio Oiapoque, onde certamente ela repousa até hoje em suas profundezas, pois a água me arrancou a lembrança das mãos..

O ‘Mingo’, vendo a minha cara de decepção, prometeu-me uma outra placa que conseguira em Macapá.

Iniciamos a volta para casa rumando em direção sul sob um calor abrasador. Tiramos fotos do grupo na placa ‘Oiapoque’ à beira da estrada, e uns bons 60 km de asfalto adiante chegamos novamente na já conhecida estrada de terra.

Sele    o 2007 Oiapoque  61a  - Sele    o 2007 Oiapoque  61a

Françês passeando de KTM 990 no Brasil

Placa Oiapoque - Pose na estrada

Média de 80-90 km/h e lá se vai outro amortecedor dos Land Rover (o 4° traseiro do carro do Nilton).

Chegamos a Calçoene às 17:30hs, mais uma pequena vila encravada no meio do nada, a 20 km do mar…e distribuímos, como já vínhamos fazendo em dias anteriores ao longo da estrada, os últimos kits de material escolar e de higiene pessoal em uma escola de comunidade indígena.

Em agradecimento, os silvícolas ensaiaram um coro em seu idioma a pedido do cacique, tudo sob as atentas lentes da câmera do James…

Foto   Filme - Foto   Filme

2007 - EXPEDIÇÃO OIAPOQUE - Dia 13

13 de Setembro de 2007 @ 20:53 por Rene Delmotte

René Delmotte - René
EXPEDIÇÃO OIAPOQUE
por René Delmotte

Dia 13
Quinta-feira, 13/09/07
Amapá/AP – Oiapoque/AP

O dia começou cedo e quente. Era dia de encontrarmos a famosa base aérea americana abandonada no fim da segunda guerra mundial.

O João impaciente e animado como uma criança no dia de Natal saiu na frente com o James. Os demais foram saindo pouco tempo depois, mas não menos curiosos em ver o que havia sobrado desta base e se realmente os aviões enterrados ainda estavam lá.

Junto à base aérea existe hoje uma pista de pouso e um pequeno aeroporto controlado pela Infraero, aonde semanalmente chega o malote do correio da pequena comunidade. Fomos recebidos pelo seu comandante…

Musu Base Aerea 1 - Musu Base Aerea

Procuramos, cavamos, mas não encontraram os aviões enterrados pelos americanos no final da guerra! Alguém chegou primeiro desenterrou-os, derreteu o alumínio e vendeu… Pena, pois acabaram com a história! Estes aviões poderiam estar em um museu!

Mas encontramos várias peças, dentre elas o hélice de um provável C-46 Curtiss Commando que carregamos na Land Rover do Naspeti para trazermos para o museu Asas de um Sonho da TAM em São Carlos.

O que sobrou da base aérea, tornou-se um museu a céu aberto que infelizmente está completamente deteriorado pela ação do tempo.

img:Musu_Base_Aerea.jpg,full,alinhar_esq]

Base Aérea do Amapá - Hélice encontrada

Filmamos e fotografamos diversas instalações militares incluindo uma torre de ancoragem de balões de hidrogênio (tipo Zepelim) e as ruínas da planta de hidrogênio, e alguns paióis de munição que pareciam umas tartarugas gigantes no meio da mata.

Torre Zeppelim - Torre de ancoragem

Torre de ancoragem dos balões.

Ficamos sabendo, que os balões de hidrogênio ficavam estacionados sobre o atlântico empenhados na guerra anti-submarinos alemães.

Visita completada, hora de seguir na direção norte, rumo ao Oiapoque. Mais uma vez a requintada cozinha do “cheff Gibotti” nos proporcionou um farto almoço à beira de um rio, onde pudemos dar um bom mergulho e nos refrescar em suas águas límpidas e geladas.

Ao entardecer chegamos ao Oiapoque, após 5.144 km de percurso desde São Paulo.

Placa Oiapoque - Placa Oiapoque

- Este dia 13 foi um dia de sorte e muito importante em nossa viagem, por ter sido o dia em que atingimos os dois objetivos de nossa Expedição: encontrar a base aérea e chegar ao Oiapoque - comentou o Pedrinho.

2007 - EXPEDIÇÃO OIAPOQUE - Dia 12

12 de Setembro de 2007 @ 20:53 por Rene Delmotte

René Delmotte - René
EXPEDIÇÃO OIAPOQUE
por René Delmotte

Dia 12
Quarta-feira, 12/09/07
Macapá/AP - Amapá/AP

Na parte da manhã, revisamos os carros, e todos aprendemos com a bomba injetora da minha Hi-Lux! Que existe dentro dela um pequeno filtro que estava obstruído de sujeira do combustível, causando todo transtorno…Finalmente a novela acabou, o carro nunca esteve tão bom! Está andando muito forte com seu motor 3.0 Turbodiesel fuçado.

Visitamos o marco zero, por onde passa a linha imaginária do equador e literalmente pudemos colocar “um pé em cada hemisfério”.

Placa Equador - Placa Equador

Um pe em cada hemisferio - Um pe em cada hemisferio

Linha do Equador - Linha do Equador

Como a visita ocorreu por volta do meio-dia e estávamos muito próximos do equinócio da primavera (22/09) pudemos observar que os objetos não produziam sombra…

Um pouco de astronomia: equinócio é definido como um dos dois momentos no ano em que o sol, em sua órbita aparente, cruza o plano do equador. É quando o dia e a noite tem a mesma duração e marca o início da primavera e do outono.

Saímos de Macapá, após uma suculenta peixada à beira do rio, perto do forte, em direção ao município de Amapá, pequena cidade na metade do caminho para o Oiapoque com o mesmo nome de seu estado.

Depois de longo trecho de terra, percorremos 250 km de rodovia asfaltada e novamente, para não perder o costume, voltamos para o chão de terra.

A selva amazônica acabara, pudemos observar nesta região, em uma vegetação típica de serrado e grandes áreas reflorestadas com pinheiro, eucalipto e teka (usado na construção naval por ser muito leve e resistente a H2O) que contrastam com o clima quente desta região equatorial…

2007 - EXPEDIÇÃO OIAPOQUE - Dia 11

11 de Setembro de 2007 @ 20:52 por Rene Delmotte

René Delmotte - René
EXPEDIÇÃO OIAPOQUE
por René Delmotte

Dia 11
Terça-feira, 11/09/07
Almeirim/PA - Macapá/AP.

Saímos cedo de Almeirim com o objetivo de atingir Macapá - capital do Amapá - ainda no mesmo dia.

Cruzamos a divisa dos estados Pará / Amapá. Almoçamos no vilarejo onde em 1967 o empresário norte-americano Daniel K. Ludwig, na época com 74 anos de idade, adquiriu uma área de 1.734.606,01 hectares na região do Jarí, e iniciou um audacioso empreendimento para processamento de celulose. Em 1978, a fábrica e usina finalmente deixaram o estaleiro japonês de Kure, e foram rebocadas através dos oceanos Pacífico e Índico; contornaram o Cabo da Boa Esperança, cruzaram o Atlântico e adentraram o rio Amazonas até as margens do distante rio Jarí, numa viagem de três meses e 25.000 quilômetros. Por fim, as duas plataformas foram assentadas sobre quarenta mil estacas de maçaranduba, às margens do rio Jarí, onde estão até hoje…

Placa Jari - Placa Jari

Celulose Jari - Celulose Jari

Embora o trecho Almerim-Macapá não fosse tão longo (420 km), gastamos mais de 12 horas para percorrê-lo, por conta de problemas na bomba injetora da minha Hi-Lux, e que devido a isto andava na frente do comboio numa estrada de terra com muito pó. De repente, o James vê uma arranha caranguejeira de um palmo de diâmetro na beira da estrada, e informa pelo rádio aos outros carros para não atropelarem a coitada…

O Fernando e o Fernandinho que vinham logo atrás respondem pelo rádio que avistaram a arranha e estariam parando para fotografar, e que deveríamos continuar.

Após longo silêncio no rádio ouvimos o Fernando ofegante pelo rádio:

- Pessoal, o carro bateu!

- E ai ta todo mundo bem?” perguntei. - Alguém se machucou?”

E o Fernando respondeu:

- Tá todo mundo bem, mas o carro fodeu!

- Como assim Fernando?

- Na pressa não puxei o freio de mão, não havia ninguém dentro do carro, ele desceu o morro sozinho, bateu em uma pedrona e só não capotou e caiu no barranco de uns 20m porque apoiou a porta numa árvore.

- E vocês, onde estavam?

- Estávamos fotografando a arranha!

Inicialmente pensávamos que era brincadeira…Mas depois demos muita risada… e houve muita gozação.
- O carro deles ficou com medo da arranha, saiu correndo e largou eles lá sozinhos!, e coisa desse tipo..

O Fernando nos contou que foi uma sensação de pânico ao ver o carro indo embora sozinho sem poder fazer nada, e pela situação parecida com os filmes dos três patetas…

A história de Macapá se prende à defesa e à fortificação das fronteiras do Brasil Colônia, quando foi estabelecido um destacamento militar, criado em 1738.
A partir de então, foram surgindo edificações, até hoje preservadas, que constituem um verdadeiro patrimônio cultural, como a Fortaleza de São José do Macapá na margem esquerda do rio Amazonas, que exerceria as funções de impedir a entrada de navios invasores e defender o território, abrigando no seu interior, os moradores da vila de São José de Macapá.

Chegamos por volta das 22:00hs por conta de inúmeras balsas e fomos gentilmente recepcionados pelo comerciante Portela do Jeep Clube de Macapá.

2007 - EXPEDIÇÃO OIAPOQUE - Dia 10

10 de Setembro de 2007 @ 20:50 por Rene Delmotte

René Delmotte - René
EXPEDIÇÃO OIAPOQUE
por René Delmotte

Dia 10
Segunda-feira, 10/09/07
Monte Alegre/PA - Almeirim/PA.

Logo cedo, seguimos rumo norte por uma trilha magnífica, no meio da mata amazônica, orientados pelo guia Rodson e seu assistente que seguiam à frente de moto.

Encontramos várias árvores caídas bloqueando o caminho. Mas equipados com moto-serra, machado, machadinha, facão e guincho elétricos dos carros, não havia obstáculo que resistisse.

Abrindo caminho - Abrindo caminho

Cortando arvore - Cortando arvore

Motoserra - Motoserra

Trilha na selva - Trilha na selva

LR Ponte - LR Ponte

Copa de arvore centenaria - Copa de arvore centenaria

E quase que a moto serra fica lá para sempre… quando o guia Rodson deixou que o tronco prensasse a lamina, por ter cortado “de cima para baixo”, em vez “de baixo para cima”!

Tivemos a oportunidade de avistar muitas toras de árvores nobres já derrubadas e preparadas para serem levadas pela “nossa” trilha até o rio. De lá por transporte fluvial elas são levadas até Belém e de lá exportadas. Ilegalmente, é claro.

Interessante notar que avistamos pouquíssimas árvores de grande diâmetro, sinal de que já houve intenso desmatamento, para não dizer devastação, nesta área.

Trilha Toyota 1 - Trilha Toyota

Trilha das aguas - Trilha das aguas

Madeira para exportacao - Madeira para exportacao

Balsa Madeira - Balsa Madeira

O ápice desta trilha foi quando ela acabou, na beira do rio Parú, e para surpresa de todos a balsa que haviamos especialmente fretado desde São Paulo, e que levara 5 h rio acima para chegar lá nos aguardava no ponto certo e no horário certo. Foi um alívio para todos e demonstrou o perfeito planejamento coordenado pelo Gibotti. Obviamente festejado pelo João com mais um morteiro “treme terra” espantando todos os macacos da região. ..

Mal colocamos os 4x4 de ré na balsa, ainda estávamos filmando e fotografando quando o capitão apitou três vezes sinalizando aos que ainda estavam em terra que iríamos partir. Despedimo-nos correndo do guia Rodson e seu assistente, e pulamos apressadamente na balsa já em movimento.

Balsa para Almeirim 1 - Balsa para Almeirim

Balsa - Balsa

Balsa anoitecer 1 - Balsa anoitecer

Toda esta pressa do capitão se devia ao fato de que ele queria aproveitar o finzinho da luz do dia para não ter que navegar neste labirinto selvagem durante a noite.

Descemos o rio Parú por 4hs encantados com um lindo pôr do sol. Passamos em frente da fazenda da cantora Joelma - da Banda Calypso - nascida em Almeirim, fizemos focagem de jacarés e iluminamos as margens do rio com nossos potentes holofotes, enquanto na “requintada” cozinha na caçamba da Hi-Lux, o Gibotti preparava um suculento macarrão ao molho calabrês, com direito a queijo parmesão faixa azul.

Rango Maitre Gibotti 1 - Rango Maitre Gibotti

Após o almoço/janta, um merecido descanso na rede, apesar dos mosquitos estarem atacando em massa…

Navegávamos tranquilamente numa noite escura porém cheia de estrelas, e eis que surgem lá ao longe, luzes da civilização. Estávamos chegando a Almeirim, onde desembarcamos no meio da cidade com dois pranchões, interrompendo o sossego do pacato e curioso povoado no meio da escuridão.

Desembarque Almeirim 1 - Desembarque Almeirim 1

Para quem está curioso em saber o que aconteceu com o diferencial da Hi-Lux, posso dizer: “Até aqui se comportando bem”…